MILTON SANTOS
Nascido em Brotas de Macaúbas, Bahia. Teria um nome a justificar seu grande pendor para a Ciência Geográfica e também para a História, Economia e Filosofia. Não tendo sido batizado como Milton de Brotas de Macaúbas, pois migrou ainda criança para outras cidades como Ubaituba, Alcobaça e, posteriormente, Salvador. Em Alcobaça, com seus pais e com seus avós maternos (todos professores primários), aprendeu as primeiras letras e o gosto pela álgebra e pelo francês. Sendo “forte em matemática”, já aos 13 anos, dava aulas no ginásio em que estudava, o Instituto Baiano de Ensino. Aos 15 anos, passou a lecionar Geografia e, aos 18, prestou vestibular para Direito em Salvador. Enquanto estudante secundário e universitário marcou presença com militância política de esquerda. Formado em Direito, não deixou de se interessar pela Geografia, tanto que fez concurso para professor catedrático no Colégio Municipal de Ilhéus. Nesta cidade, além do magistério desenvolveu atividade jornalística, estreitando sua amizade com políticos de esquerda. Nesta época, escreveu o livro Zona do Cacau, posteriormente incluído na Coleção Brasiliana, já com influência da Escola Regional francesa. Em 1958, concluiu seu doutorado na Universidade de Strasbourg. Ao regressar ao Brasil, criou e animou o Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais, mantendo intercâmbio com os mestres franceses. Após seu doutorado, teve presença marcante na vida acadêmica, em atividades jornalísticas e políticas de Salvador. Em 1960, o presidente Jânio Quadros o nomeia para a subchefia do Gabinete Civil, tendo viajado a Cuba com a comitiva presidencial (isto lhe valeu registro nos órgãos de segurança, com desdobramentos após o golpe militar de 1964).[carece de fontes?]
A trajetória pós-1964 é mais difícil de resumir. Em função de suas atividades políticas de esquerda, foi perseguido por seus adversários e pelos órgãos de repressão do regime militar. Logicamente, seus aliados e importantes políticos intervieram junto às autoridades militares para negociar sua saída do País, após aprisionamento por meio ano seguido de prisão domiciliar. Pensou o Professor Milton que sairia do País por 6 meses. Acabou ficando 13 anos!! Estes anos todos não foram de “exílio dourado” em Paris; ao contrário, foram anos de périplo por diversos países. Sua dolorosa caminhada começa por Toulouse, passa por Bordeaux, por Paris, onde leciona na Sorbonne, sendo diretor de pesquisas de planejamento urbano e regional no prestigiado Iedes. Permanece em Paris de 1968 a 1971, quando segue para o Canadá. Trabalha na Universidade de Toronto. Vai para os Estados Unidos (EUA), com convite para ser pesquisador no Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde trabalha com Noam Chomsky. No MIT trabalha em sua grande obra O Espaço Dividido. Dos EUA viaja para trabalhar na Venezuela, como diretor de pesquisa sobre planejamento da urbanização da Venezuela para um programa da ONU. Neste país manteve contato com técnicos da Organização dos Estados Americanos. Estes contatos facilitaram sua contratação pela Faculdade de Engenharia de Lima, onde, também foi contratado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para elaborar um trabalho sobre pobreza urbana na América Latina. Posteriormente, houve convite para lecionar no University College de Londres, mas ficou apenas na tentativa, já que impuseram dificuldades raciais no setor habitacional. Regressa a Paris, mas é chamado de volta à Venezuela, onde leciona na Faculdade de Economia da Universidade Central daquele país. Segue, posteriormente para Tanzânia, onde organiza a pós-graduação em Geografia da Universidade de Dar-es-Salaam. Aí permanece por dois anos, quando recebe o primeiro convite de universidade brasileira, a Universidade de Campinas. Antes disso, regressa à Venezuela, passando antes pela Columbia University de Nova Iorque.[carece de fontes?]
Em fins de 1976, houve contatos para contratação em universidade brasileira, mas não havia segurança na área política e o contato fracassou. Em 1977, tenta inscrever-se na Universidade da Bahia, mas, por artimanhas político-administrativas, sua inscrição foi cancelada. Ao regressar da Universidade de Colúmbia iria para a Nigéria, mas recusa o convite para aceitar um posto como Consultor de Planejamento do estado de São Paulo e na Emplasa. Esse peregrinar lhe custou muito, mas sua volta representou um enorme esforço de muitos geógrafos, destacando-se Armen Mamigonian e Maria Adélia de Souza. Quanto ao seu regresso, Milton Santos tinha um grande papel nas mudanças estruturais do ensino e da pesquisa da Geografia no Brasil.[carece de fontes?]
Apesar de ter se graduado em Direito, desenvolveu trabalhos em diversas áreas da Geografia, em especial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo. Foi um dos grandes nomes da renovação na geografia brasileira ocorrida nos anos 70.
Durante toda a vida buscou métodos e visões diferentes para encarar seus temas de estudo. Lecionou em diversas universidades mundo afora, no seu o exílio durante a ditadura militar no Brasil: Paris (França), Columbia (EUA), Toronto (Canadá) e Dar es Salaam (Tanzânia). Também lecionou na Venezuela e Reino Unido. Regressou ao Brasil em 1977, tendo trabalhado na Universidade Federal Fluminense e ingressando na Universidade de São Paulo em 1984.[carece de fontes?] Cursou geografia na Universidade Católica de Salvador

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