LIMA BARRETO
Afonso Henrique de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1881, filho de um tipógrafo e de uma professora, ambos mulatos. Optou inicialmente pela carreira de engenheiro, mas teve que abandonar o curso em 1902, para assumir a chefia e o sustento da familia - órfão de mãe desde os sete anos, naquele ano via seu pai desenvolver uma enfermidade mental. A família mudou-se então para o subúrbio do Engenho de Dentro.
    Funcionário     público,     cronista e
    romancista,     Lima     Barreto viveu
intensamente sua condição de pobre e mestiço na sociedade carioca. Na secretaria onde trabalhou, sempre foi preterido em função de sua particípação no julgamento que condenou militares, envolvidos no assassinato de uma estudante. Era vitima de preconceitos e experimentou todas as contradições do inicio do século, entregando-se à depressão e ao álcool. Esteve duas vezes internado no Hospicio Nacional devido à bebida, em 1914 e 1919.
Lima Barreto foi visto pela critica como sucessor de Machado de Assis. Pioneiro do romance social, sua obra é uma crônica autêntica dos subúrbios cariocas, retratando de um lado sua população pobre e oprimida e, de outro, o universo simbólico da classe dominante. Consciente de sua condição, refletia em suas obras o preconceito racial, a pobreza, a truculência militar e a hipocrisia que cercavam as relações da sociedade republicana no inicio do século.

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